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Sandy DEVASSA – Essa ainda vai dar muito o que falar nesse carnaval

Submitted by Rodolfo Pagotto on Thursday, 3 March 2011No Comment

Sandy Devassa. Nem Nelson Rodrigues faria melhor.

Tá em tudo quanto é lugar: colunas sociais, cadernos de negócios, sites, blogs, twitter e facebook. Desde ontem o assunto é a campanha que tem Sandy como garota-propaganda-devassa.

Apesar de não ser um adepto da máxima “falem bem, falem mal, falem de mim” (exemplo, o maldito atropelador de ciclistas também é notícia), acho que o simples fato de todos os meios e de um mundaréu de gente estar comentando uma campanha de cerveja às vésperas do carnaval, cerveja que tem concorrentes de peso que não param de investir, é sim um grande mérito em si.

Vou deixar minha posição clara já no segundo páragrafo: achei demais! Grande ideia colocar a Sandy de devassa e Devassa.

Mas nem todo mundo pensa como eu. É pra esses que eu gostaria de colocar os meus pontos.

Os que acham a campanha ruim argumentam que Sandy não é devassa, que não sabe sequer segurar um copo de cerveja – quanto mais bebê-la – e que ela não gera pedida.

Vamos lá. Sandy não é devassa. Verdade. Verdade? Ora, eis aí a grande ideia (nesse sentido, essa campanha é muito mais corajosa e criativa que a da Paris Hilton). Sandy recebeu (e continua recebendo) um sem número de convites pra posar nua. Ela é vigiada o tempo todo pra ver se algum ladinho devasso seu, unzinho que seja, rende fotos e artigos. Qualquer pergunta feita para ela invariavelmente descamba pra sua reservada vida pessoal. Sandy povoa o lado mais sujinho da mente de tudo quanto é marmanjo. Não tem um macho sequer que não adoraria descobrir que por trás da Sandy Poliana existe uma Sandy Surfistinha.

A campanha não afirma que Sandy é devassa, mas sim que todo mundo (até ela?!) tem um lado devassinho. Portanto, se hoje todo mundo pergunta qual, afinal, é o lado sem vergonha dessa espécie de Madre Teresa de Calcutá que canta, a campanha é digna de um Nelson Rodrigues.

Para aqueles que dizem que, ok, interessante botar uma bonitinha no papel de ordinária, mas ela não bebe cerveja. Nisso, nem vou me alongar. A maioria das celebridades não tem nenhum vínculo emocional ou de preferência com a marca que anuncia, ainda mais quando é bebida alcóolica. A função da garota(o) propaganda não é dizer “faça como eu, use o produto X” e sim gerar notoriedade para aquela comunicação (marca), emprestando sua fama e seus valores (ou o contrário deles). Só isso.

Ou por acaso você acha que o Carlinhos Moreno é um notório usuário de Bom Bril? Ou que a Xuxa adooora, de fato, Monange?
Quanto ao uso da Sandy para gerar pedidas, o buraco (eita!) é mais embaixo. Aumento de venda e variação de share é consequência de uma série de coisas: preço, distribuição (fator importantíssimo e onde nem sempre as regras do jogo são tão claras ou iguais para todas as marcas como são na mídia), sabor (valor abstrato, pois são todas muuuuuito iguais) e, claro, comunicação.

Comercial de cerveja é a única propaganda que é assunto de bar. Todo mundo fala. Todo mundo opina e comenta. Gerar discussão sobre uma marca é um trabalho dificílimo, pois ao contrário do preço e da distribuição que são elásticos e podem mudar ao ritmo da necessidade, o posicionamento da marca é algo que se constrói numa linha de tempo linear e com consistência.

Na comunicação, o erro de ontem não pode ser corrigido impunemente já amanhã. Portanto, conseguir que os tais 30 segundos se multipliquem em horas de bate-papo entre consumidores é a grande função da comunicação de cerveja. É assim que pedidas e preferências começam a ser questionadas. Porque é nessa rede social disfarçada de ponto de venda – o boteco – que as coisas acontecem de verdade nesse mercado.

P.S. Gostar ou não de uma campanha faz parte do jogo. Por isso respeito os gostos e desgostos. Mas os bullshiteiros de plantão, sempre disfarçados de acadêmicos, esses estão em silêncio desrespeitoso. E sabe por que? Eles só vão dissertar sobre o tema depois do sucesso ou insucesso da campanha. Sempre fazem isso. Porque fica mais fácil começar o texto com “como eu previa”.

Átila Francucci

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